O que temos, o que somos um para o outro, realmente não tem nome, nem nunca terá. Talvez por isso nunca nos chamássemos por apelidos nem por nada, só nossos corpos se chamam, nossas mentes se atraem e nossas risadas se juntam. Não há termo conhecido que nos definida, nem espaço-tempo que nos encarcera. Já nos conhecíamos antes de nos vermos através da vida. E ávida só espera o destino e a esquina dobrada pra nos juntar, mas juntar desse jeito displicente só nosso, onde estamos sempre juntos, mas sabemos ser sós e somos únicos, mas nunca o mesmo. Eu sou e eu, você e você e juntos formamos a terceira e linda entidade: o nós. Aliás, talvez esse seja o único vocábulo a nos definir: o nós, que só existe quando juntos, mesmo sabendo que estamos junto mesmo que só em pensamento. Somos nós, mesmo quando estamos sós, dentro dos recônditos, mas estranhos que temos, pois de mim ninguém viu minha loucura tão de perto quanto você e dela não correu, ao contrário se comoveu, se viu nela e a ela se juntou sem medo e sem senãos. Assim como me junto a sua, pedindo que você não seja nada além de você mesmo.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Nós
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Marcadores: declarações de amor
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Calma e fogo
Postado por Nin às Sexta-feira, Novembro 06, 2009 1 comentários Links para esta postagem
Marcadores: amar
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Sapo
Postado por Nin às Terça-feira, Outubro 27, 2009 2 comentários Links para esta postagem
Marcadores: confissões, memórias
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
My gift
Queria saber fazer declarações de amor, daquelas lindíssimas de palavras que parecem cantadas e as pessoas adoram ficar replicando por aí por e-mail ( no mundo moderno é assim, antes eu me lembro que eu tinha um caderno de poemas, e anotava esses especiais). Queria saber fazer grandes surpresas quando você chegasse, naquelas das datas especiais. Fazer cartazes, cartões, colagens, rosas pelo quarto e sempre, sempre, lindos poemas daqueles que seriam entoados anos depois, como mantras. Mas a verdade é que não tenho paciência para nada disso, sou um tanto preguiçosa e desorganizada, mas você foi o único que realmente me deu vontade de fazer todas essa coisas. E foi acontecendo assim, sem exigências ou pressões para que eu fosse diferente de mim. Tá eu não vou fingir que não noto que você não gosta, fica meio decepcionado, quando não acompanho seu raciocínio rápido em coisas que não sei, acho que secretamente você desejava que neste caso eu compartilhasse do seu mundo mais um pouco, por outro lado te divirto com minhas lerdezas. E foi só você que deixei me abraçar molhado, e foi só pra você que guardei os melhores pedaços do chocolate. E foi de você que tive os melhores e mais inesperados presentes, e chamo de presentes o colo, o sorriso, o apoio a compreensão em momentos difíceis. Mesmo estando longe, você nunca deixou de cuidar de mim. Ainda me lembro de dormir chorando e acordar com você me olhando, um dos momentos mais tocantes da minha vida. E é por isso que acho que rosas, cartões e presentes representariam pouco diante do que quero lhe dar. Melhor dar sorrisos, carinhos, apoio em seus projetos, compreensão. Acreditar sempre no quanto você é uma pessoa especial, um profissional inteligente e incrível e um homem maravilhoso, e lhe dizer isso com palavras e olhares e carinhos, sempre que possível. Melhor que qualquer poema é aquilo que só você pode ver nos meus olhos e no meu sorriso. Te amo.
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Marcadores: declarações de amor
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Talhada para a coisa
Amor e sexo. Nunca achei assuntos tabus. Quando descobri os assuntos nos livros minha Barbie já ficava pelada com aquele tradinho do Ken (que eu sempre achei pouco másculo) e como eu não sabia muito bem como fazer ela ficava deitada de bundinha pra cima! É; eu já tinha uma visão algo incomum das coisas.
Logo depois descobri o chuveiro do banheiro e ...que delícia! Eu ficava tonta com aquilo, óbvio que não sabia que estava gozando, mas amava a sensação. Quando o primeiro namoradinho botou a mão na bunda, por cima dos shorts de vôlei eu adorei, mas não podia deixar perceber tanto assim, né? E começou o jogo de deixa e tira essa mão daí, que me dava arrepios! Nessa época eu já não precisava do chuveirinho, já tinha descoberto os dedinhos e os sonhos eróticos. Acho que muito apimentados pra pouca idade, uns 14 anos, mas sexo mesmo, só fui descobrir já grandinha, lá pelos 20. Antes eu morria de medo do meu pai.
Aos 16 tirava uns sarros deliciosos com um namorado e foi o primeiro pau que vi, e achei lindo, não tive nojo, e foi a primeira vez que fiz alguém gozar, batendo uma punheta. Resolvemos não transar o pai dele arrumou outro emprego e ia se mudar da cidade; estávamos muito apaixonados e tivemos medo de sofrer mais ainda. Então o tal moço só chegou aos 20, antes eu estava muito envolvida com vestibular e, acreditem ou não, passei por uma fase de timidez. Mas o tal moço é história pra outro post.
O que quero dizer é que acho que fui talhada par coisa, gosto de sexo desde sempre e ao contrário da maioria das mulheres, separo sexo de amor. Mas óbvio que prefiro sexo com amor, simplesmente porque é muito melhor. Mas também já aprendi faz muito tempo a não usar o sexo como forma de ganhar atenção, amor e carinho dos homens. Sexo é sexo, e pronto. Um ou outro pode se apaixonar por você, mas não foi pelo sexo, e sim por um conjunto de fatores e principalmente por quem você é. Conquistá-los com sexo vale par uma noite e só. Adoro sexo, tanto quanto os homens, mas o que é meu não divido com qualquer um fui aprendendo ...mas minhas fantasias faço questão de vivê-las, sempre que posso, mas só com quem merece. Mas sei que fui mesmo talhada para coisa.
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Marcadores: confissões, memórias
Meu nome é um nome
Analisando o impacto que alguns livros tiveram em minha vida é que decidi adotar o nome, em homenagem a ótima e bela escritora Anaïs Nin. Tive contato com suas obras pela primeira vez há muitos anos atrás e pude me entender melhor pelas palavras ali escritas. A intenção deste pequeno diário virtual, que vai misturar lembranças, presente e passado, ficção e realidade, eu e outras pessoas. Observações sobre eu mesma e os que me rodeiam é falar de amor e sexo como o que realmente são: temas corriqueiros da vida, e não mistérios intransponíveis e proibidos; nem tampouco tesouros desejados reservados alguns poucos abençoados. Quanto a mim, basta saber que sou uma balzaquiana, passados os 30 e poucos anos, e só.
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